Esse ditado tem estado muito em voga ultimamente. Mas apesar disso nossa aldeia não está preparada para a responsabilidade de criar crianças saudáveis e felizes. O que em algumas sociedades antigas e atuais é dever da comunidade, na nossa ficou nas mãos apenas da família. E quando eu digo família quero dizer mãe na esmagadora maioria das vezes.
Conversando com uma amiga recentemente entrei novamente em contato com esse dilema. Todos acham importante que as crianças sejam bem educadas, tenham atenção e amor. Mas nossa sociedade não tem estrutura para atender a essas necessidades infantis. A mãe que trabalha se desdobra para dar conta das necessidades próprias, da família e dos filhos. Escolas de período integral são raras na rede pública e caras na privada. Quase não é possível para a família média que apenas um dos pais trabalhe ou que consigam um emprego de meio período que dê pagar as contas.
E além disso, em muitos espaços as crianças e suas mães não são bem vindas apenas por se comportarem como crianças.
Nesse balaio de contradições, percebo que são as mães que são julgadas, muitas vezes por si mesmas, por não darem conta daquilo que seria de toda a sociedade, pra começo de conversa.
Uma criança não pertence apenas à sua família, mas à sociedade inteira porque cada um de nós constrói e é construído por ela.
Mães, não se culpem por não poderem suprir todas as necessidades de suas crianças sozinhas. São necessários muitos colos, muitos braços e muitos corações para fazer isso. Procurem apoio, se unam a outras mães. E acima de tudo, lutem para que a estrutura social se abra às necessidades de mães e crianças.
Você não está sozinha!