A Terra gera.

Frutos, vida, sonhos.

A Terra sofre.

Morte, tormenta, sofrimento.

A Terra é feminina.

Acolhe, gesta, germina.

E é ferida, vilipendiada, assassinada.

A destruição que estamos causando no planeta é mais um capítulo de uma civilização tão fixada no princípio masculino hipertrofiado e doente que não é capaz de parar o próprio processo de extinção.

Bolsonaro, as queimadas, a destruição dos nossos biomas, do nosso solo sagrado e dos nossos povos originários são sintomas dessa mesma doença.

O princípio feminino gerador de vida e amor precisa ser respeitado. Na vida das mulheres, na preservação da natureza, na proteção da Terra.

Enquanto continuamos nessa estrada de destruição achando que desenvolvimento se faz com morte, estaremos caminhando mais rápido para o fim.

Passou da hora de entendemos que nem a terra e nem nós, mulheres, somos território de conquista.

 

Carolina Luz de Souza

Psicóloga

CRP: 06/87499